MIREM-SE NO EXEMPLO DOS EGÍPCIOS
Augusto Nunes
Que fazer?, vivem perguntando nos sites e blogs da internet os incontáveis brasileiros indignados com a procissão de escândalos, afrontas e patifarias ─ todos aflitos com a impotência aparente. Se os partidos de oposição não se opõem, se não existe nenhuma organização capaz de aglutiná-los, se faltam líderes dispostos a conduzir a multidão de inconformados, como impedir que o Brasil fique cada vez mais parecido com um imenso clube dos cafajestes?
As interrogações foram desfeitas neste fim de semana. Mirem-se no exemplo dos egípcios, devem dizer uns aos outros os que testemunharam a agonia e a queda da ditadura de Hosni Mubarak. Não há como adivinhar o epílogo do drama ainda em curso, e a construção de uma democracia genuína é mais demorada e complexa do que o afastamento de um tirano. Seja qual for o desfecho, nada poderá revogar as luminosas lições do primeiro ato, encerrado com o despejo de Mubarak.
Uma delas, velha como o mundo, ensina que a surdez dos monarcas só pode ser superada pela voz rouca das ruas. Quem quer mudar as coisas precisa sair de casa, reiteraram os manifestantes da Praça Tahrir. Quem quer mudar as coisas sem deixar a sala deve contentar-se em mudar o canal de TV com disparos do controle remoto. Mas a rebelião popular no Egito também ensinou que é possível fazer por outros meios, entre os quais a internet, o que deveria ser feito pelos políticos e pelos partidos.
A mobilização de milhões de oposicionistas prescindiu de líderes carismáticos. Em seu lugar, agiram ativistas da web. As manifestações não foram articuladas por organizações políticas, cuja atuação foi acessória. Muito mais eficaz foi a multiplicação de correntes nas redes sociais. A Irmandade Muçulmana esteve todo o tempo de tocaia, mas ainda tenta pegar carona num fenômeno que não pilotou. A virada de página no Egito resultou, essencialmente, da exaustão dos mais velhos, da impaciência dos jovens e das aspirações libertárias comuns.
Mubarak e seus comparsas acordaram tarde. Quando buscaram controlar o inimigo eletrônico, a multidão já estava nas ruas e nas praças. A consolidação da democracia no Egito decerto exigirá articulações mais complexas, e é cedo para saber se chegará a bom porto. Neste aspecto, os brasileiros estão em vantagem. O que ainda é um sonho para os egípcios já existe no Brasil. Aqui, não há uma ditadura a derrubar e um regime democrático a erigir. Há um Estado de Direito a defender.
O aumento salarial que os parlamentares se concederam é um caso de polícia? A quarta eleição de José Sarney para a presidência do Senado é intolerável? A Polícia Federal vai varrendo furtivamente para baixo do tapete o escândalo da Receita Federal? O Planalto prepara a absolvição da delinquente Erenice Guerra? A máquina administrativa está infestada de meliantes? O Executivo e o Legislativo tecem ostensivamente a trama concebida para obrigar o Judiciário a livrar da cadeia a quadrilha do mensalão? Se consegue acabar com uma ditadura em três semanas, a multidão indignada levará menos tempo para acabar com a impunidade dos corruptos.
Mirem-se no exemplo dos egípcios.
Disponível em: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/

O Mubarak foi encontrar com a Janete!
ResponderExcluireste anônimo é o daniel
ResponderExcluirsai fora Gotardo!
ResponderExcluirA Ditadura não deveria nem ter começado, é uma política péssima!
ResponderExcluirGraças a Deus terminou. Todos os povos merecem a liberdade de ir e vir!.. e falar o que quiser. \o/ [uhul]
Abaixo a Ditadura!
Abaixo a Ditadura!
Abaixo a Ditadura!
Abaixo a Ditadura!
Abaixo a Ditadura!
Abaixo a Ditadura!
Abaixo a Ditadura!
Abaixo a Ditadura!
Abaixo a Ditadura!
Os egípcios tiveram muita coragem ao ir as ruas para derrubar uma ditadura de anos, com políticos poderosos no poder.
ResponderExcluirQuando ligamos a televisão e vemos as cenas de violência achamos um absurdo que aquelas pessoas estejam se esforçando para tentar acabar com um governo que não teria mais jeito.
Nós brasileiros nos sentimos lesados quando escutamos um caso de corrupção no nosso governo, mas em momento algum saímos da nossa zona de conforto para ir às ruas e lutar por nossos direitos.
Ao invés de reclamarmos, temos que agir!
Observamos que a ditatura tanto no Egito quanto em outros países é um regime opressor, em que se vive por baixo de um julgo, e ninguém consegue viver sob um regime assim por 30 anos, chega a um ponto que ocorre revoltas, igual o caso do Egito. As pessoas juntaram-se e foram paras ruas fazerem a revolta. Não devia nem ter surgido essa forma de governo, porque é muita crueldade que se observa, todos vivem sempre censurados.
ResponderExcluirOs egipcios estao certos de buscar seus direitos e protestarem. Agora que eles conseguiram tirar Mubarak do poder,eles devem lutar para que o novo governo seja melhor que o anterior e que atenda as suas necessidades.
ResponderExcluirAs pessoas de outros paises devem se espelhar no conflito para que em outras partes do mundo injusticas nao ocorram mais
sou fodaaaaaa \o/
ResponderExcluirÁurea, Mariana e Verydiana
ResponderExcluirO evento ocorrido no Egito serve de exemplo para todos nós brasileiros, uma vez que convivemos com a corrupção e fraudes na política e não fazemos nada a respeito.
Sempre reclamamos, porém nos vemos incapazes de tomar uma atitude, pois falta organização, motivação e liderança;esperamos a atitude do próximo sem fazer nada.
A deposição de Mubarak mostra que se o povo está contra o governo, uma providência deve ser tomada.E quando todos se unem a força é incontestável.
Eu sou sinistro
ResponderExcluirdigdim digdim digdim (8)
meu coração apaixonado atormentado em dores,procura entre outros o inventor dos amores.
ResponderExcluirMEEEEENGOO,uuu é Ronaldinho \oo
ResponderExcluirDepois de trinta anos de opressão ditatorial, finalmente ocorreu a revolta da população que não aguentava mais ficar sob comando de ditadores, liderado por Hosni Mubarak.
ResponderExcluirA população foi até a rua protestar por democracia e direitos, que até então não possuía.
Depois de muitos protestos e conflitos seu líder pediu remição do cargo e viajou para fora do país com sua família.
O Egito poderia ser tomado como exemplo para a população brasileira, Para que se una e combata vários problemas sociais, econômicos e políticos como a corrupção, que leva nosso país ao topo no índice de países mais corruptos. Resolvido esse problema, solucionaria também vários outros, como fome, moradia e
desemprego.
Como Alguém já disse uma vez, usando outras palavras:
ResponderExcluir" Seja você a mudança que o mundo precisa."
Sou gay
ResponderExcluirO que observamos durante os 18 dias de protesto no Egito foi a reação de um povo que durante muito tempo suportou o governo autocrático de Hosni Mubarak, mas como todo cidadão que não suporta um governo anti-democrático e sem políticas sócio-econômicas que atendam a população de baixa renda, o fim desse regime estava evidente e já estava ocorrendo, ganhando foco internacional nas últimas semanas.
ResponderExcluirNo Brasil, onde também ocorrem, de forma mais "silenciosa" tipos de exploração contra o povo, com altos impostos e leis inconvenientes, as pessoas deviam se unir e lutar pelos seus direitos.