sábado, 18 de julho de 2009

Vergonha Nacional... Qual a solução????

VAMOS DEBATER!!!


O SENADO E A VERGONHA NACIONAL


O Senado foi uma instituição que nasceu na Roma Antiga e tinha uma origem nobre. No Brasil atual, infelizmente, o Senado tem se disvirtuado de suas verdadeiras atribuições.


O Senado foi uma instituição que nasceu na Roma Antiga, ainda no período monárquico. A palavra Senado nasceu do termo "senex", que significa senil ou velho. O Senado romano era portanto, um conselho de anciãos. Durante o período republicano, o Senado romano era uma assembléia permanente e era composto por trezentos membros, escolhidos pelos censores entre

antigos magistrados. Na prática, era o Senado que dirigia o Estado romano. Cabia a ele a elaboração das leis, o controle das finanças, a orientação da religião e também os destinos da política externa romana. Em caso de grave crise, na qual as instituições republicanas estivessem ameaçadas, cabia ao Senado indicar um ditador ou "tirano" para governar por seis meses.

No Brasil, o Senado nasceu com o Império. Durante a época monárquica brasileira, os senadores tinham seu cargo vitalício, mas não tinham a abrangência de atribuições que o mesmo cargo político possuía na Roma Antiga. A primeira função do Senado brasileiro foi dar respaldo ao país recém independente. Assim, o Senado passou a ser procurado sempre que o país precisava decidir sobre os destinos da coisa pública. No século XX, entretanto, as atribuições do Senado se modificaram substancialmente. A partir do século passado, a casa passou a assumir um papel de fiscalização dos demais órgãos públicos e passou a organizar CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito). Historicamente, o Senado brasileiro definiu-se por três funções básicas, de acordo com o historiador Marcos Magalhães: legisla, fiscaliza o exercício do poder e legitima o poder estabelecido.

Nos últimos tempos, todavia, o Senado tem se desvirtuado de suas principais funções. A instituição tem sido vítima de uma disputa de interesses pessoais e da vaidade de alguns senadores que se colocam acima das verdadeiras funções daquela casa legislativa. É o caso do Senador José Sarney. Ex-presidente da República, o senador deveria abandonar o cargo para passar para a História como um cidadão que contribuiu decisivamente para a volta da Democracia no país e contribuiu verdadeiramente para a consolidação das instituições. Entretanto, mesmo que queira deixar o posto, o Senador é pressionado por setores de Partido dos Trabalhadores, que neste momento não tem outro nome para colocar em seu lugar.

Triste situação para o Senado brasileiro, que nasceu com uma origem tão nobre na época do Império, e que hoje se vê envolvido numa situação tão atroz.

Disponível em: http://www.jornaldedebates.com.br

sábado, 9 de maio de 2009

Acordo ou ainda um desacordo ortográfico?

Vamos debater e escrever nossas reflexões sobre o tema proposto.

A tentativa é de unificar a forma escrita do português e assim fortalecê-lo ou prestigiá-lo como um importante idioma. Entretanto a polêmica ainda é grande. Os portugueses não desejavam a mudança e até o momento somente o Brasil adotou efetivamente os ajustes propostos- os demais países aguardam a decisão de Portugal e o vocabulário que ele publicará.
Uma pequena mudança- apenas 0,5 % das palavras foram atingidas - mas os gastos com ela são e serão enormes.
Talvez para uma grande parte dos falantes seja quase imperceptível tal reforma, mas para quem usa a língua como ferramenta de trabalho ou estudo, muito deverá estudar ou DECORAR....
(Margarida M.S. - 10/05/2009)

Leia os textos abaixo e faça o seu comentário, refletindo sobre o tema-título proposto.

Somos 240 milhões de falantes, observe:

Folha Imagem


[Veja, Especial, idioma p. 193. São Paulo: Abril. Ed. 2093. Ano 41, nº 52: 31/12/08.]

O (des)acordo ortográfico


"Nesta Folha e em outros veículos, já expressei claramente minha oposição a esse estéril e inoportuno Acordo, cujo custo supera o suposto benefício. Respeito profundamente a posição (...) de homens da estatura e dignidade do lexicógrafo Mauro Villar, [...] e do professor Evanildo Bechara, mas, do baixo da minha insignificância, ouso perguntar: não teria sido melhor esperar que tudo estivesse realmente pronto para "cortar a fita do Acordo?"

[Pasquale Cipro Neto. Folha de S. Paulo. Cotidiano, 1/1/09.]

Um Acordo e várias vozes


  • "Buemba!Buemba! [...] Novidades da reforma, ops, do puxadinho ortográfico. Tem um botequim no Rio que tá vendendo lingüiça com trema e linguiça sem trema. Com molho e sem molho! Rárará!"

    [José Simão. Folha de S. Paulo. Ilustrada, p. E9. 13/1/09].

  • "Pára tudo, tivemos uma idéia ótima. Quer dizer... Para tudo, tivemos uma ideia ótima. Estranho, não? (...) Nós continuaremos a gritar: PARA TUDO! Mas olha como é ruim gritar isso sem acento! O acento confere drama, pressa, desespero. E não, não deixaremos de ser desesperadas nem dramáticas (...).. Mas teremos de escrever desse jeito, porque é o que manda a reforma ortográfica que começa a funcionar (...).

    [Jô Hallack, Nina Lemos, Raq Affonso. (02 Neurônios) Folha de S. Paulo. Folhateen, 6/10/08.]

  • [...] Vou sentir falta da velha ortografia, uma falta nada nostálgica, mas visual. "O voo, sem o circunflexo, parece que ficou mais raso e pesado.(...). E o que dizer da nova 'ideia'? Sem o acento agudo tornou-se grave, fechada (...). E os tremas, esses dois pontinhos suspensos, olhinhos fixos que davam tanta graça e elegância à letra 'u'?

    [Milton Hatoum. O Estado de S. Paulo. Caderno 2, 9/1/09]

  • [...] O atroz dilema do hífen (co-abitar ou coabitar?), o degredo do acento agudo de palavras como jiboia e averigue e a horrível morte de certos circunflexos estão levando gramáticos às fuças.(...). Sem o chapeuzinho, por exemplo, como conjugar verbos como coar e moer? Eu coo, eu moo? (...) Enquanto isso, os dois inocentes pontinhos sobre linguiça, quinquênio, pinguim etc foram varridos pelos linguístas sem a menor contemplação...

    [Ruy Castro. Folha de S. Paulo, Opinião. 10/1/08.]
  • sexta-feira, 3 de abril de 2009

    "Palavras, palavras... se me desafiares, aceito o combate." C.D.A.


    "Chega mais perto e contempla as palavras.
    Cada uma
    Tem mil faces secretas sob a face neutra
    e te pergunta, sem interesse pela resposta,
    pobre ou terrível que lhe deres:
    Trouxeste a chave?"
    Carlos Drummond de Andrade

    "Cartaz para uma feira do livro
    Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não leem."
    Mário Quintana.