sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bullying


Como solucionar o problema do bullying na escola ou na internet?

Você já ouviu falar de bullying, se é que não travou conhecimento com o problema pessoalmente. De modo geral, bullying é o comportamento agressivo de um ou mais estudantes contra outro(s). O termo se origina de bully, que significa "valentão", em inglês. Esse tipo de violência ocorre principalmente nas escolas, tanto no ensino fundamental quanto no médio, mas não tem se limitado ao âmbito escolar: também já chegou à internet, de onde derivou a expressão cyberbullying. Com base nas informações apresentadas na coletânea que segue, faça uma dissertação em que você explique o que é bullying, dê sua opinião sobre o que, a seu ver, motiva aqueles que o praticam - isto é, os agressores - e apresente uma proposta para se lidar com esse grave problema. Como solucionar a questão do bullying?

Baixa autoestima


"O bullying está relacionado ao desenvolvimento de baixa autoestima, ao isolamento social e à depressão. Influencia a capacidade produtiva do adolescente-vítima, enquanto o agressor pode ser levado a adotar comportamentos de risco durante a fase adulta, como alcoolismo, dependência de drogas e até mesmo o uso da violência explícita."

[Aramis Lopes, coordenador do Programa Anti-Bullying da ABRAPIA, in Universia]


Cyberbullying


A prática do cyberbullying, ou intimidação virtual, representa um dos maiores riscos da internet para 16% dos jovens brasileiros conectados à rede. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada em fevereiro de 2010 pela Safernet, ONG de defesa dos direitos humanos na internet, envolvendo 2.160 internautas do país com idades entre 10 e 17 anos.

Esse mesmo estudo indica que 38% dos jovens reconhecem ter um amigo que já foi vítima de cyberbullying - quando sofrem atitudes agressivas, intencionais e repetitivas no universo virtual, vindas de uma pessoa ou de um grupo. Os números mostram, no entanto, que apenas 7% dos entrevistados já ouviram o desabafo de seus amigos sobre a vivência de situações de agressão e humilhação na internet.

[Juliana Carpanez, UOL Tecnologia]

Disponível em: http://uol.com.br/educação.

Fenômenos naturais e tragédias. Responsabilidade de quem? Soluções?

A chuva não mata, quem assassina são os governantes.

Por Pedro César Batista
Ver a mídia responsabilizar a chuva pela centena de mortes ocorridas no Rio de Janeiro dá náuseas e uma dor no coração diante de minha impotência. Há milênios sabemos as conseqüências das chuvas fortes. A própria bíblia mostra o dilúvio como um castigo diante das impurezas humanas.
O que não se pode aceitar é que em pleno século 21, com a ciência e tecnologia oportunizando instrumentos e conhecimentos para enfrentar os dissabores e catástrofes da natureza, ver a chuva ser responsabilizada pelos fatos ocorridos na cidade maravilhosa. Ver governantes falarem que foi a maior chuva de todos os tempos, caindo de forma inesperada e impiedosa. Suas falas dão a entender que os pobres são os responsáveis por viverem pendurados nos morros, equilibrando-se como indigentes em meio à riqueza concentrada nas avenidas e prédios luxuosos, comandados de dentro dos palácios governamentais. Lembra uma tragédia grega.
Recentemente a população mundial ficou estarrecida diante da dor e do sofrimento da população haitiana, que explorada e abandonada secularmente a própria sorte, teve centenas de milhares de mortos devido um terremoto. Por que essas catástrofes não matam dessa forma quando ocorrem em certos países? Mesmo o Katrina mostrando os milhões de miseráveis abandonados nos EUA, os ricos de Miami não sofrem com os furacões ou terremotos. Cuba, exceção, enfrenta heroicamente as intempéries e revoltas da natureza e desse modelo político dominante, dando segurança a toda a sua população. Na Itália, terremoto recente, mostrou a preparação diante dessas situações, mesmo caso do México, que durante abalo sísmico ocorrido essa semana, deixou um saldo de dois mortos. Por que essa diferença?
Chama atenção ainda a falta de indignação do chamado movimento social e das organizações populares à prática dos governantes. Solidariedade se limita a algum tipo de doação. Uma caridade que não compromete os que estão seguros em seus privilégios. Chamo isso de omissão e desumanidade. É cada um por si, nesse salve-se quem puder.
O Brasil, candidato a país desenvolvido, feliz por trazer as Olimpíadas e a Copa Mundial de Futebol, ainda possui em seus governos figuras esdrúxulas, incapazes de fazer uma autocrítica, exercer a função pública que escolheram e de assumirem suas incapacidades, seja humana ou política. A mídia brasileira ainda reproduz o cínico discurso dos responsáveis por essas mortes, pelas enchentes, pela falta de escolaridade, pela alta concentração de renda, pela violência que grassa pelo país. Violência que tem como principais vítimas os abandonados pelo Estado, “condenados pela terra”, segundo Frantz Fanon, que ainda continuam aguardando a salvação divina, pois para eles não há governo, restando-lhes apenas os morros, a chuva e as bolsas assistências.
Resumo: 
A mídia brasileira ainda reproduz o cínico discurso dos responsáveis por essas mortes, pelas enchentes, pela falta de escolaridade, pela alta concentração de renda, pela violência que grassa pelo país. Violência que tem como principais vítimas os abandonados pelo Estado, “condenados pela terra”, segundo Frantz Fanon, que ainda continuam aguardando a salvação divina, pois para eles não há governo, restando-lhes apenas os morros, a chuva e as bolsas assistências.

Disponível em: http://www.jornaldedebates.com.br, acesso em 16/04/2010.