sábado, 9 de maio de 2009

Acordo ou ainda um desacordo ortográfico?

Vamos debater e escrever nossas reflexões sobre o tema proposto.

A tentativa é de unificar a forma escrita do português e assim fortalecê-lo ou prestigiá-lo como um importante idioma. Entretanto a polêmica ainda é grande. Os portugueses não desejavam a mudança e até o momento somente o Brasil adotou efetivamente os ajustes propostos- os demais países aguardam a decisão de Portugal e o vocabulário que ele publicará.
Uma pequena mudança- apenas 0,5 % das palavras foram atingidas - mas os gastos com ela são e serão enormes.
Talvez para uma grande parte dos falantes seja quase imperceptível tal reforma, mas para quem usa a língua como ferramenta de trabalho ou estudo, muito deverá estudar ou DECORAR....
(Margarida M.S. - 10/05/2009)

Leia os textos abaixo e faça o seu comentário, refletindo sobre o tema-título proposto.

Somos 240 milhões de falantes, observe:

Folha Imagem


[Veja, Especial, idioma p. 193. São Paulo: Abril. Ed. 2093. Ano 41, nº 52: 31/12/08.]

O (des)acordo ortográfico


"Nesta Folha e em outros veículos, já expressei claramente minha oposição a esse estéril e inoportuno Acordo, cujo custo supera o suposto benefício. Respeito profundamente a posição (...) de homens da estatura e dignidade do lexicógrafo Mauro Villar, [...] e do professor Evanildo Bechara, mas, do baixo da minha insignificância, ouso perguntar: não teria sido melhor esperar que tudo estivesse realmente pronto para "cortar a fita do Acordo?"

[Pasquale Cipro Neto. Folha de S. Paulo. Cotidiano, 1/1/09.]

Um Acordo e várias vozes


  • "Buemba!Buemba! [...] Novidades da reforma, ops, do puxadinho ortográfico. Tem um botequim no Rio que tá vendendo lingüiça com trema e linguiça sem trema. Com molho e sem molho! Rárará!"

    [José Simão. Folha de S. Paulo. Ilustrada, p. E9. 13/1/09].

  • "Pára tudo, tivemos uma idéia ótima. Quer dizer... Para tudo, tivemos uma ideia ótima. Estranho, não? (...) Nós continuaremos a gritar: PARA TUDO! Mas olha como é ruim gritar isso sem acento! O acento confere drama, pressa, desespero. E não, não deixaremos de ser desesperadas nem dramáticas (...).. Mas teremos de escrever desse jeito, porque é o que manda a reforma ortográfica que começa a funcionar (...).

    [Jô Hallack, Nina Lemos, Raq Affonso. (02 Neurônios) Folha de S. Paulo. Folhateen, 6/10/08.]

  • [...] Vou sentir falta da velha ortografia, uma falta nada nostálgica, mas visual. "O voo, sem o circunflexo, parece que ficou mais raso e pesado.(...). E o que dizer da nova 'ideia'? Sem o acento agudo tornou-se grave, fechada (...). E os tremas, esses dois pontinhos suspensos, olhinhos fixos que davam tanta graça e elegância à letra 'u'?

    [Milton Hatoum. O Estado de S. Paulo. Caderno 2, 9/1/09]

  • [...] O atroz dilema do hífen (co-abitar ou coabitar?), o degredo do acento agudo de palavras como jiboia e averigue e a horrível morte de certos circunflexos estão levando gramáticos às fuças.(...). Sem o chapeuzinho, por exemplo, como conjugar verbos como coar e moer? Eu coo, eu moo? (...) Enquanto isso, os dois inocentes pontinhos sobre linguiça, quinquênio, pinguim etc foram varridos pelos linguístas sem a menor contemplação...

    [Ruy Castro. Folha de S. Paulo, Opinião. 10/1/08.]
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